Joaquim Fialho, aplicando uma metodologia de ARS, considera no final da apresentação que na Região de Évora do CNE, "A maior densidade da rede formal é sinónimo de fracos mecanismos de confiança."
Sem partilhar do interesse pela metodologia, gostaria apenas de traduzir aquela consideração no seguinte:
Como nos conhecemos muito mal, desconfiamos uns dos outros e mandamos muitas cartas cheias de salamalaques, em vez de telefonarmos a dizer, eh pá, não te esqueças que isto é importante para nós todos.
sexta-feira, 20 de abril de 2007
Redes sociais - Maria Helena Guerra
por: joeindian às 20:42 0 comentários
domingo, 15 de abril de 2007
Sou Chefe, e agora... - A formação e a motivação de dirigentes numa sociedade de muito voluntariado mas poucos voluntários (Dóris Joana Santos)
Para quem gosta de lugares comuns, verdades irrefutáveis e por demais conhecidas, dos chefes e da chefia, esta apresentação é excelente.
Isso e esta entrevista no podcast da paróquia de Bombarral (onde se afirma sem qualquer vergonha que um escuteiro do CNE tem que ser baptizado). A Dóris também é directora do Oestescutista (havia quem lhe chamasse Mariaescutista). Assim até podemos viver felizes, mas sempre na mesma.
por: joeindian às 01:52 0 comentários
segunda-feira, 2 de abril de 2007
quarta-feira, 28 de março de 2007
Conselhos Fiscais e Jurisdicionais do CNE - Perfil de titulares/Necessidade de formação - Um estudo exploratório (Silvério da Conceição)
O título é longo e os apontamentos do autor são deliciosos, pelo rigor científico que aportam.
Sobre limites máximos de idade
Pelo que o autor conhece do CNE, muitos dirigentes continuam ao serviço do CNE ao longo de toda a vida, contribuindo também para a realização pessoal como adulto.
Quanto mais velho, mais sábio. O autor deste post, que para já não quer ser mestre em coisa nenhuma, acha que o autor da comunicação se pode realizar pessoalmente como adulto ao serviço do CNE, não tem é que estar necessariamente num Conselho Fiscal e Jurisdicional. Ser bom não é incompatível com ser velho, mas ditas as coisas desta forma, parece que o cargo está ao serviço da pessoa e não o contrário.
Sobre habilitações
Embora um elevado número de inquiridos seja detentor de habilitação literária de nível superior, manifestam-se no entanto contrários à exigência de estudos superiores como condição prévia para a candidatura. Aliás, a tradição no CNE assenta no voluntariado dos seus membros, seja qual for a sua habilitação. A imposição de requisitos ao nível de habilitações poderia colidir com o espírito de voluntariado em vigor na associação. Não pode o autor deixar de referir que a acção do CNE desenvolve-se com base no voluntariado dos
seus adultos, que gratuitamente desempenham funções ao serviço da juventude portuguesa, independentemente das suas habilitações.
Quem não sabe, não mexe, seja por estar velho, por ter sido trolha toda a santa vidinha, ainda que possa ser óptimo a fazer justiça de pá e pica. O voluntariado ainda que seja gratuito não é compatível com a ausência de competências para o exercício de funções.
Sobre o tempo mínimo como Dirigente
Consideram os inquiridos ser importante a fixação de um tempo mínimo como Dirigente para a possibilidade de candidatura. Tal será o reconhecimento de que a experiência adquirida como Dirigente ao longo dos anos poderá ser relevante para o desempenho dos cargos.
O autor não diz nada, mas adianta que "O bom senso aconselhará a prática de funções dirigentes noutros cargos, de nível local, por exemplo, para melhor conhecer a realidade de base do CNE". Como subir escadas. Assume-se que não se pode chegar aos degraus de cima sem pisar os de baixo, ou seja, não se pode ser muito bom em pouco tempo. Nada mais errado, até porque estas funções têm que ver com o cumprimento de normas associativas. Sobrevaloriza-se a realidade de base, que é imensamente distinta de agrupamento a agrupamento.
Homologação pela Hierarquia da Igreja Católica
Respeitando as opiniões divergentes, o autor é no entanto partidário da necessidade da homologação prévia, pois considera que tal situação será um acréscimo de credibilidade para os respectivos órgãos, bem como uma maior responsabilização dos seus titulares perante a associação e a Igreja.
O autor deste post julga que a credibilidade e responsabilização não se consegue com homologação eclesiástica. Mais, é atribuído à hierarquia da Igreja Católica um poder excessivo ao conceder-lhe a homologação das listas para vários cargos electivos e como sabemos, ninguém fiscaliza a actividade da Conferência Episcopal Portuguesa. O anúncio da revelação não está na homologação de listas.
Aproveitamento em Curso Específico
Justiça em módulos de formação? Curso do Centro de Estudos Judiciários para Escuteiros? Solução para permitir a realização pessoal dos voluntários sem habilitações com mais de 50 anos? A ser feito, que inclua noções de direito, administração e gestão. E que tenha muitos contributos externos, que sempre nos fizeram falta.
A experiência do autor limitava-se ao conhecimento sectorial da Região do Algarve, onde tem desempenhado desde 1991 os cargos de Presidente do Conselho Fiscal e Jurisdicional Regional ou Chefe Regional.
Nem tudo corre mal. Este senhor tinha um mundo, teve ânsias de saber mais e conseguiu-o. Nada a dizer quanto ao método. Quanto ás opiniões pessoais (ou apenas menos objectivas) num estudo científico, questiono a premência ou pertinência à sua referência. Será pertinácia.
por: joeindian às 00:55 0 comentários
segunda-feira, 19 de março de 2007
Para que serve um blogue
Em resposta a todos aqueles que andam a tentar perceber para que serve este blogue, deixo apenas duas referências de uma referência (Carla Hilário Quevedo).
por: joeindian às 13:58 0 comentários
Ancoras: Blogosfera Scout
sábado, 17 de março de 2007
Escutismo católico e hibridismo congregacional
Sempre tive alguma apreensão em relação ás opções confessionais no âmbito do escutismo. Sendo católico, pratico escutismo católico por via da minha opção íntima e do meu contexto. Não tenho dúvidas que se nascesse na Turquia, seria muçulmano, já que a vontade dos meus paizinhos em ir contra a corrente nunca foi grande. Poderiam ter sido uns arrivistas, poderiam ter sido um casal sério e ter ensinado tudo o que sabem sobre métodos contraceptivos naturais e portanto mais falíveis que os outros todos. Também eu estou em pecado mortal por concordar que a minha mãezinha tivesse a inteligência de pedir que lhe laqueassem as trompas de falópio tempos depois de me parir. Portanto, para quem queira desde já parar de ler este texto, sou um católico desses que merecem pouca credibilidade, desses que discordam com o papa e votam na esquerdalha com posturas anti-clericais, que concorda que os crucifixos sejam removidos de todas as salas de aula, que apoia o fim do celibato dos padres e até sabe porquê. Não acredito nos milagres de Fátima, acho ridículo que os pastorinhos tenham resolvido atar-se para ajudar os meninos no terceiro mundo, abomino o catolicismo de círculo fechado, ermida e senhora que apareceu no monte. Esta multiplicidade esquizofrénica de manifestações de fé cria ruído, por isso devíamos ter menos virgens, santos, pagelas e capelas. Precisamos de mais vivência (já não digo resistência...) e menos insistência.
A região de Braga e a região do Porto do CNE decidiram convidar a Irmã Madeleine Bourcereau (e a segunda também convidou Bagão Félix, o maior pai de família português, que como todos sabemos é benfiquista, católico e amigo do CDS) para dissertar sobre escutismo católico e o centenário do escutismo. Ora, para quem gosta de falar de história e enquadrar as práticas escutistas, a oportunidade é interessante. Porque há um problema grave no estabelecimento de prioridades naquilo a que se chama escutismo católico. É preciso perceber se aquilo se faz é mais escutismo ou mais catolicismo. Exaltar as associações de escutismo católico como movimentos de evangelização é reduzi-las a um padrão unidimensional, mormente quando sabemos que amiúde, a qualidade da prática religiosa no seu seio é baixa, ligada essencialmente a rituais e não a vivências, associada a um sincretismo de que já falou o Padre Joaquim Nazaré, que segundo o meu ponto de vista é natural, dada a avalanche informativa que nos alveja. Essa avalanche, porém, não contribui para um maior conhecimento, mas promove a adesão baseada na ignorância. Ninguém pode partilhar de uma verdade que não conhece e só nesse sentido é que acho que o escutismo confessional faz sentido. A partilha de uma verdade.
A irmã Madeleine não concordará comigo, até porque quem publica um livro como este, sabe de certeza muito mais do que eu sobre o fundador dos Scouts de France (que escutismo católico é que ele fundou?). Mas ser jesuíta, admirador de Teresa de Ávila (sobre quem se fez um filme) e de Teresa de Lisieux, também chamada Teresinha do Menino Jesus (o que suscita certa sugestão pagela-capela), ser escuteiro e a intenção de juntar tudo isso numa congregação religiosa não pode ser associada à fundação dos Scout de France. Há que evitar unanimismos e separar águas. O escutismo confessional faz sentido, mas falta saber que contributo tem dado essa congregação religiosa para o desenvolvimento do escutismo católico, entender que sentido tem ela nos dias de hoje e mais do que isso, perceber por que motivo devemos dar mais atenção e destaque à Irmã Madeleine do que a outro religioso qualquer. Para que não nos encerremos mais uma vez no círculo fechado do costume.
por: joeindian às 13:50 0 comentários
Ancoras: Centenário do Escutismo, Escutismo Católico
sexta-feira, 9 de março de 2007
Paizinho, uma sede nova (Blogosfera Scout 4)
Confesso que acho normal que um mau político associe a prática escutista dos seus filhos à necessidade de uma nova sede para o respectivo agrupamento. Confesso até que gostava de saber quem é o Senhor Parreira, que deve ser uma pessoa muito importante.
O oportunismo de Francisco Braz Teixeira não fez tremer a regra da independência política, político-partidária ou partidária (ainda alguém me há-de explicar a diferença) do Movimento Escutista. Pronto, foi um grãozinho de pó dos devaneios de um portista, reconheça-se.
Um dia destes ainda explico porque é que nem todos os escuteiros são da direita fascisóide e até podem ser da esquerdalha radical, que é mesma coisa que a direita fascisóide, mas ao contrário.
por: joeindian às 02:18 1 comentários
Ancoras: Blogosfera Scout
terça-feira, 6 de março de 2007
Overdose de pastilhas para a tosse (Blogosfera Scout 3)
O explorador Luís Moacho (meu homónimo no antecendente) deve ser bom rapaz. Diz ele que:
Fica então provado que estes senhores têm razão para fazer isto.
por: joeindian às 11:13 0 comentários
Ancoras: Blogosfera Scout
Tesão de mijo (Blogosfera Scout 2)
Começo a pouca-vergonha, a devassa, o deboche. Mas eu até tenho mística no discurso. Ás vezes tenho tanta mística no discurso que discorro sobre expressões como esta do título, tão brejeira, tão pouco cortês, mas foi nestes termos que um dirigente (o X.) se referiu aos rapazes que lhe chegavam ao grupo à procura de gajas para lhes apalpar. Pronto, coisas da idade, dizia ele. O X. chegou a mandar um rapaz para casa por apalpar uma rapariga na camioneta. Se fosse na carreira para a escola, ainda era admissível. Contudo, o tesão de mijo define-se, não como o X. dizia, mas como uma erecção involuntária matinal, que acaba com a libertação das primeiras urinas da manhã.
Ora, o Centenário do Escutismo provocou um fenómeno semelhante na blogosfera. Este blogue que linca para este, este, este, este, este e este. O tesão de mijo, é por isso, um fenómeno grupal. Mais uns poucos aparecerão um dia destes.
O Scouts Portugueses nasceu antes de todos os anteriores, é um dado objectivo. Nem nasceu como resposta a nenhum pedido, nem nenhum concurso, nem sob a iniciativa de ninguém. A independência ás vezes dá jeito, depois de fazer xixi.
por: joeindian às 08:52 0 comentários
Ancoras: Blogosfera Scout
segunda-feira, 26 de fevereiro de 2007
Doctor Lidington, I presume?
'Yes,' said he, with a kind smile, lifting his cap slightly. (...)
Não, não é Livingstone, embora ambos tenham andado por África. Nem Livingtone, nem Lington. Nem Liminton, nem Linton. Nem Liniton, nem Lee-mee-ton. Nem Linguiton, nem Libinton. Nem Leasinton. Nem Ligdinton. Nem Líbido, raio. Nem Liguinton. Nem Riguinton. Tampouco se pode escrever em sms Ldntn. Acho mal. É um nome bonito e que merece o respeito de ser bem pronunciado (logo eu que não sei fazer transcrição fonética: Lí - ding - ton.
O Chefe Nacional do CNE chama-se Luís Lidington. Lindo nome, sim senhor.
por: joeindian às 01:13 0 comentários
O que os outros dizem de nós #1 (Atrasadinho)
Exactamente. Estou-me nas tintas para o politicamente correcto. Ora, quis este ilustre blogger anónimo postar em 2004 uma piadinha nova que tinha ouvido sobre os scouts (não tarda, uso indistintamente a palavra escuteiro e escoteiro, a ver se estimulo o acordo ortográfico Portugal/Brasil). Ora a piada é requentada, e não está na net. Está em todo o lado e qualquer bom escoteiro (viram?) a sabe.
por: joeindian às 01:04 1 comentários
Ancoras: O que os outros dizem de nós
domingo, 25 de fevereiro de 2007
Desabafo#1
“Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades”, já dizia o poeta.
Sabem, incomoda-me um bocadinho aquela história de que os miúdos de hoje já não são “feitos da mesma massa”, querem que se trabalhe por eles e para eles;
Incomoda-me quando alguém do alto da sua superioridade, baseada num par de anos mais em cima, me diz: “Não compreendes, isto não é como antigamente”;
Incomoda-me quando me dizem que nós já não sabemos viver o Escutismo, que somos uma autêntica geração rasca, empenhada em jogos fúteis e ideias vazias, em reuniões na sede a magicar como passar o trabalho ao próximo.
Chateia-me quando me dizem que os Exploradores são uns miúdos mimados, que os Pioneiros andam demasiado ocupados com noitadas e afins, e que os Caminheiros são uns bons-vivãs, ou “cús sentados”.
É que, infelizmente, ainda se conhecem Dirigentes que não deixam os seus Exploradores fazerem construções porque isso implica muito tempo, espaço e trabalho a ensiná-los; porque ainda há Dirigentes que negam actividades a Pioneiros só porque está a chover e porque ainda há Chefes de Clã que se recusam a partir em Actividade com os únicos 4 elementos que se dignam a aparecer.
Compreendo que haja uma série de coisas a fazer “lá fora”, motivações diferentes e até compreendo que os miúdos estejam mais empenhados em outras coisas e haja cada vez menos elementos empenhados em fazer Escutismo a sério. Mas parece-me que o problema não estará apenas na minha geração nem nas futuras, mas muito provavelmente no pseudo-conflito de gerações.
É que, na minha sincera opinião, torna-se complicado para os elementos verem permanentemente as “asas cortadas” pelas alegadas faltas de tempo, de recursos..e vontade.
Felizmente, esta não é a realidade do meu Agrupamento, mas vê-se tanta coisa por aí...fica o desabafo e um Agradecimento a todos aqueles Dirigentes que ainda têm a coragem de levar os seus elementos aonde eles querem e trabalham para ir.
Canhotas
por: Aranis às 19:50 1 comentários
Ancoras: Desabafos
sexta-feira, 23 de fevereiro de 2007
Enquanto procurava um link para a inexistente página da AGP para a incluir aqui ao lado...
... encontrei isto. Antes de todos os fóruns, havia isto. Gostei particularmente da parte de ver os CNEs a arder.
por: joeindian às 02:11 0 comentários
Ancoras: FEP
Para a malta que tenha tempo e vontade de aprender uma língua a sério
Se pudesse, ia aprender árabe, mas nem sequer sou candidato prioritário.
por: joeindian às 01:52 0 comentários
150 anos do nascimento de Baden-Powell
Gostava de conhecer o motivo de tanta euforia em volta da data do aniversário de BP. O que me entusiasma diariamente é o seu legado, não o facto de ter nascido há 150 anos. É mais uma efeméride.
por: joeindian às 01:31 0 comentários
Ancoras: Baden-Powell
quarta-feira, 21 de fevereiro de 2007
A luta desigual...
Vida ao Ar-Livre...
Será assim tão estranha a expressão em pleno século XXI? Será um assunto tabu para as diversas pessoas deste planeta?
Sempre me lembro do trabalho invisível que o brincar na caixa de areia me proporcionou, das constantes esfoladelas e arranhões presentes na minha infância e do uso do desinfectante de Deus – A saliva. Recordo com saudades os tempos em que me era permitido jogar à bola no meu bairro, andar de bicicleta para ir fazer os recados à minha mãe e ainda mais as explorações do desconhecido Mundo Natural.
Bem sei que cresci, sorte tinha o Peter Pan que escolhia o quando sair daquele Mundo!, mas aprendi que aqueles tempos foram fundamentais na minha formação como cidadão deste Mundo.
Com as minhas expedições aprendi a respeitar a Mãe Natureza, a preserva-la, a acarinha-la, a sentir-me em casa em qualquer canto e acima de tudo conheci-me a mim mesmo. Por muito poético que esta descrição possa parecer, sofre sempre do defeito do efeito descritivo uma vez que tenho sensações e momentos de aprendizagem para os quais não encontro palavras que consiga usar para contar esses episódios.
Mas a sociedade actual luta desesperadamente pela preservação destes locais sagrados de educação, esquece-se é de promover o contacto das nossas crianças e jovens com esta “escola”. Será o medo do desconhecido que nos leva a privilegiar as consolas de jogos de vídeo, os aparelhos de DVD e as idas ao Macdonald’s a uma boa churrascada em família?
Vejo-me na actualidade de mãos atadas, apesar de querer usa-las na educação de crianças e jovens. É verdade sou daqueles senhores, que apesar de terem crescido e estarmos com um friozinho considerável veste os seus calções e meias até aos joelhos num qualquer sábado de Janeiro.
Também sou daqueles que leva um pequeno grupo de crianças ou jovens para “o meio do mato” em pleno Carnaval, ou que procura fugir do Algarve com estas mesmas companhias no caloroso mês de Agosto. Pronto apanharam-me, não consigo esconder que sou escuteiro.
Por força de diplomas legais vejo esta prática, assim como outras semelhantes, condenadas a dificuldades acrescidas por parte do nosso poder legislativo.
Se por um lado, por força de diplomas legais, somos obrigados a pedir inúmeras autorizações a diversas entidades (para que conste: Delegado de Saúde, Forças de Segurança Locais, Bombeiros Locais, Autarquias e Donos dos Terrenos), verifica-se que o processo de licenciamento de um acampamento ocasional nem sempre é fácil e barato como se pretende.
Digo isto, convicto das mais valias inerentes ao movimento idealizado por Baden-Powell, o da educação pela Acção, da Responsabilização Gradual do Jovem e pela aplicação de um método de educação não-formal. O actual quadro legislativo deixa a qualquer uma das entidades responsáveis pelo licenciamento a capacidade de impedir a realização de qualquer actividade ao ar-livre, mesmo as de âmbito Escutista ou Guidista.
Vejamos a actualidade dos factos:
Comecemos por falar de estilos de vida, quando falamos de vida saudável inconfundivelmente verificamos que neste novo século a obesidade infantil está cada vez mais na moda. Crianças e jovens com vidas sedentárias, com meios de aprendizagem tecnologicamente desenvolvidos são impostos como forma de acesso ao conhecimento e como se não bastasse a felicidade efémera realiza-se na aquisição de um telemóvel 3G, de uma consola ou de um simples leitor de MP3. De preferência trancados em casa, em frente a um ecrã de televisão e sem amigos reais da sua idade (para que quando podemos ter muito amigos em salas de conversa virtuais).
A criança e jovem do século XXI deixou de praticar actividade física, deixou de sair de casa e cada vez mais come mal. Serão os pais que não querem ouvir birras, ou será o stress diário que impõe soluções rápidas para evitar confusões?
Quem lucra com isto, serão as crianças que cada vez mais cedo isolam-se da companhia dos seus pares sociais ou serão as multi-nacionais produtoras destes equipamentos de isolamento?
Pergunto então, será mais perigoso comer hambúrguer ou subir a uma árvore?
Ao sobre protegermos os novos estamos a criar pessoas que no amanhã terão menos resistência a infecções, que serão menos conhecedores das suas capacidades corporais, que serão certamente dependentes de medicamentos para tudo e pior que isso – Que desprezarão a vida baseada na aprendizagem. Quem não se lembra das várias experiências de tentativa erro feitas em tenra idade, quantas vezes foram as que um papagaio ou um avião de papel voaram à primeira?
Estaremos realmente a proteger os nossos jovens, ao proibir o contacto com a descoberta do fantástico Mundo Natural. Ou será apenas uma desculpa, para que estes não sejam apanhados em acidentes de construção. O jovem de hoje, cada vez menos, conhece-se a si mesmo e não sabe utilizar o seu corpo como forma de alcançar êxitos.
Começo a conhecer aos poucos a frustração de campeões do ar-livre, pois simplesmente o que interessa em matéria de corpo é automatizar e formar Campeões Olímpicos. Já ninguém é campeão de atirar pedras a um lago e fazer peixinho, já ninguém é campeão de trepar a árvores e muito menos campeão de apanhar sapos.
Quem é que nunca correu um risco – Ninguém!
Quem é que nunca esteve em perigo – Ninguém!
O contacto com a Natureza e a vida ao ar-livre, apenas nos proporciona uma rica escola. Escola onde se aprende a viver apenas com o essencial, a dar valor aos pequenos nadas esquecidos entre o betão das cidades. Mas escola esta também condenada aos caprichos de quem vê apenas um lado da lei.
Quem impõe todo este conjunto legal pressupõe que o nosso país não sobrevive de taxas, impostos e mesquinhices. Qual a autarquia que não aproveita o seu estatuto de licenciador de acampamentos ocasionais para cobrar avultadas taxas de licenciamento, poucas estou certo. Qual a autarquia que tem orgulho em registar o maior número de acampamento ocasionais desburocratizados em seu território, que disponibiliza-se para tratar deste assunto ajudando os jovens a crescer – estou certo que uma minoria.
por: Pedro Henrique Aparício às 14:28 1 comentários
Ancoras: Ar-livre, Escutismo, legislação, saúde, sociedade
terça-feira, 20 de fevereiro de 2007
O novo portal do Corpo Nacional de Escutas...
vai ser lançado a 22 de Fevereiro. Deve ser por isso que ninguém responde ás mensagens de necessidade de actualização. Para criar suspense.
Está disponível neste endereço. O CNE ainda tem mais este. Já agora, sejamos proactivos. Se houver maroscas avisem, que é sempre bonito.
por: joeindian às 16:17 1 comentários
segunda-feira, 12 de fevereiro de 2007
Que haya alegria hasta el final
Hay noches en que te sientes más humano y ganas fuerzas ante la maravilla del otro. Eso me ha ocurrido el sábado último, en una reunión de los Grupos de Pioneiros de la comarca de Valencia de la FEV del MSC.
Ignacio llegó acompañado de Juan Antonio (nombres falsos) para cenar, en su silla de ruedas, empujado por dos scouters que con ellos trabajan, en sus práticas de carrera universitaria. Los dos son enfermos terminales, han hablado con chicos de todos los grupos presentes. Han enseñado que el error es parte del hombre, pero que nunca es tarde para cambiar. Han enseñado que atracar bancos es moralmente más correcto que hacerlo lo mismo con tiendas, porque los primeros ganan dinero con el seguro. Han enseñado que no hay peor que la prisión y que peor que esta de muchos hombres es la droga, que lleva cada uno al carcel eterno. No han dicho que no estan limpios, que aún siguen con metadona. Juan Antonio no ha dicho que ha recaído más que una vez.
Ignacio está ciego, no tiene dos piernas, hace hemodiálisis tres veces por semana, pero sonrie cuando lo saludan, rie cuando habla portugues de sus tiempos en la frontera de Brasil con Uruguay. Juan Antonio tiene leucemia y 15 años de condicional. Siguen sonriendo. Hasta que cometan un error más, aprendendo. Juan Antonio ha descubierto el metro, Ignacio ha estado con su família por Navidad.
Gracias a Juanmi, Juan, y a todos los pioneros del Grupo Scout Pio XII por compartiren conmigo estos momentos.
por: joeindian às 18:24 0 comentários
Ancoras: Internacional
sexta-feira, 2 de fevereiro de 2007
Da falange que quer ser a Fraternidade Nun'Álvares
Diz a Infopedia que:
falange
substantivo feminino
1. ANATOMIA cada um dos ossos que formam o esqueleto dos dedos;
2. ANATOMIA o primeiro destes ossos, que constitui o esqueleto da extremidade proximal de cada dedo;
3. MILITAR corpo de tropa;
4. HISTÓRIA divisão da infantaria espartana e da macedónica, célebre pelo seu poder combativo;
5. POLÍTICA organização política e paramilitar espanhola inspirada no fascismo italiano;
6. SOCIOLOGIA comunidade de trabalhadores, segundo a concepção do filósofo e economista francês Charles Fourier;
7. grupo unido por uma causa comum;
8. figurado multidão; legião;
(Do gr. phálagx, «falange», batalhão macedónio de infantaria, pelo lat. phalange-, «id.»)
Dizem os estatutos da Fraternidade Nun'Álvares no seu artigo 2º, alínea c) (raios os partam que não têm links) que:
A Fraternidade Nun'Álvares tem por Fins: (...) c) constituir uma forte falange de APOIO ao CNE, na medida das possibilidades da Associação e de cada um dos seus Associados (...)
Espero que o significado de falange para o D. Carlos Alberto de Pinho Moreira Azevedo, que pôs lá o nome dele para aprovar isto, tenha sido o presente nos números 7 e 8. Mas pronto, todos os anteriores ajudam a dar uma certa carga simbólica à FNA, por muito que a queiram evitar.
Quer ser uma falange, mas sorridente, pois claro.
por: joeindian às 00:58 0 comentários

